O que a subida cobra da bateria
Existe um efeito colateral que ninguém avisa: ladeira consome energia numa proporção muito maior que o plano. Subir carrega o motor por minutos seguidos, e é nesse regime que o consumo dispara.
Na prática, quem mora em bairro de relevo acentuado deve planejar a autonomia com folga bem maior do que quem anda no plano. A regra de bolso que funciona é considerar metade do número anunciado, porque o catálogo é medido em condição favorável.
Isso muda a escolha do pack. Numa cidade plana, uma bateria modesta atende bem. Em bairro de ladeira, vale priorizar capacidade em watt-hora mesmo que isso pese um pouco mais no preço, porque ficar sem assistência no meio de uma subida com uma bike de 25 quilos é a definição de arrependimento.
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Vale ainda observar o comportamento do sistema quando a carga cai. Muitos modelos reduzem a assistência abaixo de certo nível, justamente para proteger as células, e é fácil confundir isso com defeito. Se a sua bike só perde força na ladeira quando a bateria está no fim, provavelmente está tudo funcionando como projetado.
E a questão legal, que não muda
Vale lembrar que procurar mais força não autoriza estourar os limites. Pela Resolução CONTRAN 996, a bicicleta elétrica continua limitada a 1000 W, pedal assistido e assistência até 32 km/h. Um modelo de 1500 W que sobe qualquer ladeira deixou de ser bicicleta e passou a exigir registro e habilitação.
Dentro do teto legal existe muita diferença de desempenho, e ela vem de motor central, torque e marchas, não de estourar a potência. As faixas estão comparadas em a bicicleta elétrica de 1000 W.
Resumindo a escolha: para morar em bairro plano, quase qualquer modelo serve. Para ladeira de verdade, procure motor central, torque declarado alto e câmbio com boa amplitude, nessa ordem. Quem quiser comparar os formatos disponíveis encontra o panorama em os tipos de bicicleta elétrica.
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